quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

FIDEL CASTRO

(1926-....): Nome completo Fidel Alejandro Castro Ruz. Advogado. Em 26 de julho de 1953 liderou um grupo de 120 no assalto ao quartel Moncada em Santiago de Cuba. O assalto fracassou e vários revolucionários foram presos ou mortos. Fidel foi preso e no curso do processo apresentou a sua própria defesa, o célebre texto "A História Me Absolverá". Foi condenado a 15 anos de prisão, mas tendo cumprido 32 meses da pena foi beneficiado com uma anistia e partiu para o exílio no México aonde veio a conhecer Che Guevara. Retornou a Cuba comandando uma tropa de 81 revolucionários que a bordo do iate Granma invadem Cuba no dia 2 de dezembro de 1956. As forças do ditador Fulgêncio Batista quase aniquilam com todos na localidade de Alegría de Pío. Os sobreviventes refugiam-se na Sierra Maestra aonde dão início à guerra de guerrilhas contra a ditadura cubana. Após 2 anos de luta a revolução é vitoriosa e os guerrilheiros, tendo à frente Fidel e Guevara, entram vitoriosos na capital Havana, no dia 8 de janeiro de 1959. Em 16 de fevereiro do mesmo ano Fidel assumiu o cargo de Primeiro Ministro e em abril de 1961 declarou o caráter socialista da Revolução Cubana.





...SE VC AINDA NÃO DERRAMOU SUA COCA-COLA NO CHÃO AINDA DÁ TEMPO....HEHEHEHEHEHE.
VIVA A REVOLUÇÃO!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

FALAR É BOM!!!!


POR QUE NÃO TE CALAS?
A Amazônia está sendo devastada Produzimos lixo a toda hora A violência toma conta do país A educação vai de mal a pior A saúde está na UTI A água está se esgotando Político, politíca Deus pode mudar de endereço...- Por que não te calas?-Se eu me calar, quem poderá me ouvir?
Valter Fernandes da Silva
Publicado no Recanto das Letras em 06/01/2008Código do texto: T805785

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

MEIO AMBIENTE


Publicada em 06/12/2007 às 16h26m - PRA NÃO ESQUECER!
A organização não-governamental Amigos da Terra - Amazônia Brasileira pediu na Justiça a suspensão do leilão de licitação da usina hidrelétrica de Santo Antônio, no rio Madeira, marcado para a próxima segunda-feira.A entidade alega que a Licença Prévia (LP), emitida pelo Ibama em julho, é "ilegal" porque teria desconsiderado as recomendações do corpo técnico do próprio órgão ambiental pela não concessão da licença.
O corpo técnico do Ibama emitiu um parecer em março deste ano, em que negava a concessão da LP alegando falhas nos estudos de impacto ambiental (EIA/RIMA) realizados pelo consórcio Furnas/Odebrecht e pedindo a realização de novos estudos. No entanto, o Ibama teve a sua diretoria trocada um mês depois e parte das suas funções transferidas para o então recém-criado Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade."A nova diretoria do Ibama - substitutiva daquela que, previamente, não havia concedido a licença - foi responsável, de acordo com os proponentes, por um ato viciado de ilegalide e improbidade administrativa", diz o comunicado à imprensa. A licença foi emitida em julho, mas sem a divulgação da justificativa que, segundo os ambientalistas, comprova que a nova diretoria ignorou as recomendações dos seus técnicos.Para a ONG, a justificativa foi publicada quatro meses após a licença, sem citar o parecer dos técnicos do Ibama, de forma deliberada para não atrapalhar o leilão.Até o momento, a diretoria do Ibama não se pronunciou sobre a ação movida pela ONG Amigos da Terra.
Segundo Gustavo Pimentel, da Amigos da Terra, a ONG não entrou na Justiça antes para contestar o leilão porque, embora suspeitasse, não dispunha de "provas" até novembro de que as recomendações não haviam sido seguidas. Antes da emissão da licença, o Ibama pediu estudos complementares, mas, na visão da ONG, foram "apenas alguns estudos parciais para consultores externos, principalmente do Ministério de Minas e Energia".Juntamente com a licença, o Ibama emitiu 33 condicionantes que previam medidas mitigadoras para os impactos ambientais e sociais do empreendimento.A entidade também argumenta na Ação Civil Pública, apresentada nesta quarta-feira em Brasília, que houve uma "explosão de desmatamento" na área onde serão construídas as usinas desde a concessão da LP. Segundo dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o desmatamento em determinadas regiões de Rondônia aumentou 600% em setembro deste ano em relação ao mesmo mês de 2006. Questionado sobre o aumento, o secretário do Meio Ambiente de Rondônia, Augustinho Pastore, diz que deveria ser considerado o desmatamento ao longo do ano e não de um mês específico."Os mesmos dados do Inpe provam que diminuímos 37,86% de janeiro a outubro", afirma Pastore. "Esse dado é mentiroso, você não pode considerar o índice de um mês." Mas Gustavo Pimentel diz que a derrubada de florestas vem aumentando desde julho, mês em que saiu a LP, e diz não ter dúvida da ligação entre o desmatamento e a liberação do empreendimento de Santo Antônio.
O consórcio Furnas/Odebrecht diz que contratou especialistas renomados do país e do exterior para realizar os estudos de impacto ambiental e alega que nunca um rio foi tão estudado para um empreendimento. O consórcio também admite que outros estudos serão necessários para a concessão da Licença de Instalação (LI), mas afirma que os que já existem são suficientes para a licença prévia.
A Amigos da Terra é uma das entidades mais críticas às hidrelétricas do Rio Madeira, obra que o governo federal diz ser fundamental para suprir a demanda energética do país a partir de 2012. A entidade lançou recentemente uma campanha junto aos potenciais investidores para tentar convencê-los de que os impactos ambientais haviam sido mal avaliados e poderiam ser converter em riscos financeiros no futuro.
O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) também mantém a resistência contra as usinas e promete uma ação de impacto no dia da licitação.
Para mais notícias, visite o site da BBC Brasil

sábado, 9 de fevereiro de 2008

CONTRACULTURA

Os 10 mais lendários casamentos entre música e política
Como veículo legítimo e livre de amarras, a música é plataforma para os mais diversos impulsos humanos, entre eles, a indignação, a idéia de mudar o mundo ou o simples apoio a determinada causa; a seguir, reunimos um apanhado com dez exemplos sônicos de politização.
Caio Martins - Se o Pearl Jam fará diferença no desenrolar das primárias democráticas, não importa muito. Fato é que diversos músicos, assim como os roqueiros de Seattle, não fogem da raia quando o assunto é política. O objetivo, mais do que causar comoção nacional, é sentir que não se pode ficar alheio ao que se passa. Afinal, o papel do artista é retratar poeticamente seu tempo. É claro que os músicos pop também são conscientes da massa de seguidores que os persegue. Logo, fiéis levantam o ibope das canções e o conteúdo atinge maior ressonância. Por isso, personalidades, segurem o tcham: todo cuidado é pouco com a imagem pública se por acaso vocês estiverem sob o julgo de rock stars. Abaixo, listamos dez canções e episódios em que música e política se fundiram.
1. "Hang the Pope", Nuclear Assault - Jéééésus! Essa banda nova-iorquina de thrash metal fazia questão de jogar o bom senso pela janela. De maneira bem-humorada - isto é, depende do quão longe vai seu gosto por humor negro - o Nuclear Assault foi uma das poucas bandas de hardcore/crossover que balanceava seu criticismo social (por vezes manjado) com manifestações grotescas de grindcore. Um desses espasmos é "Hang the Pope". Mais do que um hino anti-clerical, a canção é a imagem de jovens ateus divertindo-se com os clichês satânicos do estilo, condenando o Papa João Paulo II à mesma morte experimentada por tantos outros durante a Inquisição, há 300 anos. "Let`s go to the Vatican/Gat him out of bed/Put the rope around his neck And hang him ‘til he's fucking dead".
2. "California Über Alles", Dead Kennedys - George W. Bush não é o primeiro republicano a misturar política com fundamentalismo religioso. Pelo menos é isso que Jello Biafra, frontman dos Dead Kennedys, dá a entender em "California Über Alles". A canção também é recado direto a um político - neste caso o então governador da Califórnia, o ultra-conservador Jerry Brown. Nela, acusa-o de querer abusar de sua megalomania para se tornar um mix de Aiatolá com Hitler. "Um dia eu serei Führer/Vou comandar todos vocês/Suas crianças vão meditar na escola". Um ano depois, os DKs fariam uma ótima paródia de sua própria música, "We've Got a Bigger Problem Now". Além de transformarem a versão original em cool jazz, Biafra atualizou as letras e mandou pau no caubói/galã de cinema/presidente neoliberal Ronald Reagan. Ao invés de antever campos de concentração, Jello, mais astuto, citou os campos de morte que a política externa americana havia criado pelo mundo afora: "Morra em nossos novos gases tóxicos/El Salvador ou Afeganistão/Fazendo caixa para o presidente Reagan".
3. "Washington Bullets", The Clash- As referências políticas aqui são tantas que, para o ouvinte, fica a sensação de que Joe Strummer leu e releu o versículo "Guerra Fria" na Barsa. Em suas primeiras estrofes, "Washington Bullets" oferece muitas homenagens a Fidel Castro ("Castro is a color that is redder than red/Those Washington bullets want Castro dead") e Salvador Allende, além da celebração da Revolução Sandinista na Nicarágua - conteúdos alinhados com a estética militar da banda, algo que os envolvia na ética panfletária e demagoga do realismo socialista. Para sorte da inteligência, The Clash (no destaque) mostrou que não era de fazer propaganda para ninguém não: de forma articulada, citou as atrocidades cometidas pelos soviéticos ("And if you can find a afghan rebel that the Moscow bullets missed/Ask him what he thinks of vote communist") e chineses ("Ask Dalai Lama in the hills of Tibet/How many monks did the chinese get?"), pintando um quadro fiel às maquinações que mancharam com sangue as ideologias de ambos os blocos. Visão plena de punks que alcançaram maturidade.
4. "No W", Ministry- Primeira faixa do álbum inteiro dedicado a George W. Bush Houses of The Molé, "No W" abre um set de nove músicas, sendo que todas as restantes, além de se referir direta ou indiretamente ao Lorde da Guerra, começam com a letra W. (Alerta aos desavisados: na Terra do Sam, para diferenciá-lo de seu papai, o atual presidente yankee é chamado por alguns apenas de "W"). O refrão poderoso de Carmina Burana, sujado por densa mixagem, é executado sobre samplers de discursos de W. Bush desfiando seus conceitos abstratos sobre "terrorismo" e "eixo do mal". A seguir, vocalista/berrador Al Jourgensen dá o tom com frases impagáveis como "Half the world is on the toilet and half on its way", ou "Ask me why you feel deceived and stripped of all your liberties/It doesn't take a genius to explain that today". R.E.M., Bruce Springsteen e Green Day se gabam de suas vagas (e lucrativas) críticas aos EUA pós-11 de setembro, mas só a máquina desumanizada do Ministry fez algo contundente a respeito.
5. "Let`s Start a War... Said Maggie One Day", The Exploited- O que seria do Exploited se não fosse pela Margaret Thatcher? A Dama de Ferro do Reino Unido, primeira-ministra do país por 11 anos (1979-1990), pôs seu nome nos anais da história pelas agressivas reformas neoliberais na Inglaterra - o que jogou as taxas de desemprego lá pra cima, no alvorecer dos anos 80. Em pleno auge do clima escapista da Synth Pop, os punks do Exploited gastavam menos tempo em imitar os maneirismos de David Bowie e menos dinheiro com sintetizadores, preocupados que eram em malhar incansavelmente a "Maggie", como chamavam a governanta. O apelido, inclusive, foi usado no título do segundo álbum: Let`s Start a War... Said Maggie One Day, de 1982 (foto menor) - mesmo ano em que Thatcher guerreou com nossos hermanos argentinos pelas Ilhas Malvinas. Engraçado notar que, tão logo a crise econômica foi domada no Reino Unido, o Exploited virou peça de museu.
6. Roqueiro = político- Há quem canse de brandir a guitarra e parta direto para o peito-a-peito. Frank Zappa, por exemplo, concorreu para as primárias do Partido Libertário dos Estados Unidos, nanico eleitoral daquele país, em 1988. Zappa já tinha presença política atuante nos anos 80. Na turnê do mesmo ano, o maestro fazia campanha junto a seu público, incitando-os a simplesmente participar do pleito eleitoral. Gesto louvável, considerando que voto não é obrigatório nos EUA, o que ocasiona altos índices de abstenção em eleições presidenciais.
7. Roqueiro = político, parte 2- Antes mesmo de estrear pelo Dead Kennedys com o clássico Fresh Fruit For Rotting Vegetables, Jello Biafra se candidatou a prefeito de San Francisco, em 1979. Até que não foi tão desastroso: recebeu pouco mais de 6,5 mil votos, cravando a quarta posição nas eleições. Entre outras propostas, sua plataforma eleitoral incluía banir o uso de carros como meio de transporte e obrigar todos os executivos da cidade a se vestirem como palhaços. Jello contou até com carreatas: seus simpatizantes mostravam, em faixas e placas, dizeres como "Se ele não for eleito, eu me mato" e "E se ele ganhar?!". Para quem pensa que Biafra encara política como brincadeira, porém, deve saber primeiro que, na discografia de sua carreira pós-Dead Kennedys, figuram oito LPs sem qualquer música, contendo apenas discursos políticos (!) que veiculam algumas das idéias e opiniões do garoto-crânio do punk.
8. "God Save The Queen", The Sex Pistols- O que caracteriza a trajetória dos Sex Pistols é a dicotomia que os cerca: a provocação que veiculava a crítica ácida era inegável. Sob a batuta do empresário Malcolm McLaren, contudo, o grupo passava a impressão de que tava afim mesmo de escândalos e controvérsias - comida favorita dos tablóides britânicos. Ou seja: puro e fino marketing. "God Save The Queen" é ótimo exemplo: seu título original é "No Future". De acordo com o vocalista Johnny Rotten, a idéia era ridicularizar o culto à pompa da realeza e o espaço que ela ocupava no cotidiano da vida britânica, em tempos de vacas magras. McLaren, muito vivo, resolveu alterar o nome da música e lançá-la como single. A data? O jubileu de prata da Rainha Elizabeth, durante o qual a banda divulgou o hit de um barco no rio Thames. Logo após, foram detidos pela polícia, arranjaram briga com o país inteiro e o single disparou para o topo do UK Chart. Isso sim é cinismo.
9. "Fernandinho Veadinho", Garotos Podres- Depois das massivas manifestações das Diretas Já, em 1984, o último momento em que o povo brasileiro sentiu que poderia fazer a diferença na política do país foi o impeachment do presidente Fernando Collor, em 1992. Claro que o movimento das caras-pintadas, mais do que fator determinante, foi a apoteose de um processo irreversível. Mas quem participou daquele panelaço teve revigorante sentimento de poder nas mãos. Falou de protesto, falou de corrupção... falou de Garotos Podres. Se para eles foi fácil corroer a figura do Papai Noel, mais fácil ainda foi detonar o homem que hoje, quem diria, está de volta ao congresso nacional como deputado. Não faltam menções ao seu "aquilo roxo", ao famoso jet-ski, à "biita" primeira dama ("Elle se diz um cidadão respeitável/Até se casou com uma boneca inflável") ou sua formação marcial em karatê. Para completar, o vocalista Mao tira o seu da reta: "Esta é uma história fictícia. Qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas é mera coincidência. Espero que ninguém vista a carapuça". "Elle" é cruel...
10. "Luís Inácio (300 picaretas)", Paralamas do Sucesso- Essa música do Paralamas, gravada em 2000, ainda pagava homenagem a Lula como a maior esperança da "esquerda" brasileira. Derrotado em três ocasiões consecutivas (1989, 1994 e 1998), as expectativas a respeito do governo petista eram altas. Seis anos se passaram depois de Lula assumir a presidência e os Paralamas ainda não escreveram nenhuma música sobre o mensalão, as mortes dos prefeitos de Santo André e Campinas, as dezenas de ministérios inúteis criados, as políticas de cotas, os cartões de crédito... Alguém Alguém avisa o trio que os picaretas são muito mais que 300. http://msn.skolbeats.com.br/beatsbox/noticias/1188
....e O "ROCK em RONDÔNIA"...Não´poderemos esquecer das bandas politizadas DHC, Malcriados, Vítimas do Sistema, Diarréia Krônica, Ovelhas Negras, que sempre colocaram e colocam suas opiniões políticas em seus sons, a música "Porto Velho kaos" é um exemplo, quem já ouviu e já viu um som dessa rapaziada sabe disso! VIVA A REVOLUÇÃO BERADEIRA!!!!
malcriados_pvh@hotmail.com
Editado por DREIS.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

"...PARA QUEM PRECISA..."

Ratosuniformizadosseuscérebrossãoosrádioseseuspensamentosasordensvindadelesseusolhostapadosporlustrososcapacetescriadospelogovernoparaprotegeropovoouparaprotegelosdopovo.
Luciano anônimo.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

NOTÍCIAS AMBIENTAIS - Grileiros já invadem sul do Amazonas

VAMOS SE LIGAR NA MISSÃO PARENTADA!
- O avanço do desmatamento, estimulado pela especulação imobiliária e pela perspectiva de ganhos ligados à expansão da fronteira agropecuária (principalmente com a soja), já chega em novas frentes. O sul do Amazonas está em alerta máximo. Crimes ambientais, invasão e especulação de terras públicas no sul do Amazonas foram denunciados nesta semana (10/09) , pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). De acordo com o órgão, uma área de mais de 4,2 milhões hectares de terra às margens da Transamazônica (BR-330) - somente nos municípios de Camutana, Huimaitá e Manicoré - estão sendo invadidas com apoio de deputados e prefeitos dos estados de Rondônia e Mato Grosso, gerando um clima de violência e marginalidade."O Amazonas está passando por um momento extremamente delicado, o cenário é comparado aos pontos de cocaína nos morros cariocas. No meio da floresta, temos uma área extensa acobertando crimes e a ilegalidade", alertou o superintendente regional do INCRA, João Pedro da Costa (foto).O INCRA constatou a venda ilegal de terras públicas nos municípios de Canutama, Manicoré, Lábrea e Humaitá, durante expedição de dez funcionários do órgão, que em 40 dias - 12 de julho a 20 de agosto - percorreram 850 quilômetros de cerrado e floresta, acompanhados por dois policiais federais. Todo trajeto foi monitorada pelo Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), que acompanhou o deslocamento da equipe.Na área de floresta - municípios de Manicoré, Lábrea, Camutama e Humaitá -, os funcionários constataram o desmatamento da mata para demarcação ilegal de terras públicas. Os técnicos estimam que 300 pessoas façam parte do esquema que tem como objetivo a especulação imobiliária. "Áreas de 40, 50 mil hectares são invadidas e depois divididas em lotes em nome de laranjas", explica a técnica de cartografia Soraya Braga.Ela afirma que as áreas são vendidas por preços "altíssimos" sem recibos ou qualquer outro comprovante. "Não há respeito contra a terra pública, eles invadem tudo, demarcam e colocam um capataz armado para tomar conta da área", afirma.A violência é uma característica da grilagem de terras no sul do Estado. Durante a expedição do INCRA, em Humaitá, a PF prendeu um suboficial do Exército, que não teve o nome revelado, portando duas armas (uma escopeta e uma sub-metralhadora), além de recibos totalizando quase R$ 3 milhões relativos a venda de 200 mil hectares de terra."O homem foi preso e enquanto eu acompanhava o processo permaneceu na delegacia de Humaitá, mas depois foi liberado por motivos que desconheço", diz o procurador do INCRA, Carlos Alberto Salles.O laudo do INCRA constatou que a área de cerrado é ocupada por agricultores que vem do Sul e fazem grandes investimentos, comprando equipamentos, construindo armazéns e casas para produção de soja, milho e arroz. Um grupo de duas dezenas de produtores ocuparam as terras pertencentes aos municípios de Camutama, Humaitá e Manicoré.O decreto 1.164 estabelece que 100 quilômetros das margens das rodovias federais são responsabilidade do INCRA, portanto 85% das terras invadidas são federais. Os outros 15% pertencem ao Estado.
(Patrícia Almeida) Link padrão http://www.amazonasemtempo.com.br/
(

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

CONTRACULTURA

Zine ou Fanzine, o que são? qual a diferença?
Zines são publicação alternativas e independentes feitas geralmente em folha de papel A4. Se utilizam de colagens, desenhos feitos à mão e de muita criatividade para criar o formato desejado; é comum possuírem uma aparência poluída. No início tratava de assuntos como ficção científica e na década de 70 falava de bandas do cenário punk, depois evoluíram para assuntos como política, literatura, sexo, quadrinhos, poesias, feminismo, jornalismo investigativo, e o que mais puder ser expresso em uma folha de papel. Aliás, essa liberdade de escolha de temas e a forma como os mesmos são tratados é uma das várias características que diferem um zine de uma publicação normal. São distribuídos gratuitamente e no máximo é pedida uma contribuição voluntária para ajudar nas cópias do original.

Os termos fanzine e zine atualmente são utilizados sem haver uma definição da diferença entre eles. Mas pelo que observei a palavra fanzine parece ter evoluído para Zine devido as novas características assumidas por esse tipo de publicação. Inicialmente os fanzines eram publicações de fãs de ficção científica para fãs de ficção, posteriormente na década de 70 foi a vez dos fãs de bandas punk criarem os seus fanzines falando da cena punk e de bandas. Mais o zine continuou evoluindo em conteúdo e os temas começaram a mudar, passando a tratar não somente de bandas ou ficção, mas a funcionar como um verdadeiro jornal alternativo, com opiniões, artigos, poesias, desenhos, enfim, começou a publicar assuntos que não se encontravam na mídia de massa. Esse fato me leva a crer que a utilização da palavra zine no lugar de fanzine caracteriza melhor as publicações que não são feitas por fãs para fãs. Além da dúvida de chamar zine ou fanzine, também existe uma relacionada a publicações alternativas em formato de revista. Um dos motivos para essa dúvida na classificação de zine ou revista é o fato de que revistas alternativas têm muito mais páginas que alguns zines juntos e não é comum encontrar zines com muitas páginas, devido ao custo para a reprodução.
A primeira publicação nesse estilo que se tem conhecimento foi lançado em 1930, chamava-se The Comet e foi escrito por um aficionado em ficção científica, chamado Ray Palmer para o Science Correspondent Club, uma publicação em que fãs de ficção científica trocavam informações sobre seus filmes preferidos. Nessa época o termo utilizado para denominar o The Comet era Fanmag (revista para fãs).
Em 1941, o americano Louis Russel Chauvenet teve a idéia de chamar essas publicações de Fanzine, juntando as palavras fan e magazine. Nessa época usava-se o mimeógrafo, um aparelho que fazia cópias de páginas escritas sobre um papel especial, o estêncil. Ainda na década de 30, foi criado algo que mudaria para sempre a história dos fanzines: A xerox, inventada por Chester Carlson
Até os anos setenta os fanzines se restringiam a fãs de ficção científica, quando foram retomados pelos adeptos do movimento Punk. Uma curiosidade é que o movimento foi batizado com o nome de um fanzine. Empolgados com a cena musical em Nova York, dois amigos, o desenhista John Holmstron e o escritor Legs Mcneil resolveram criar um fanzine que falava única e exclusivamente das novas bandas que estavam surgindo. O Zine foi inicialmente chamado Teenage News, nome de uma música da banda New York Dolls, mas McNeil teve a idéia de utilizar a palavra Punk. Surgiu então, em 1976, a Punk Magazine. Ainda em 1976 saiu o primeiro número da Sniffin'Glue, escrita por Mark Perry, um bancário fã dos Ramones. A Sniffin'Glue conquistou um grande público e incentivou muitos de seus admiradores a começarem a publicar seus próprios fanzines. Logo, os jovens principalmente, perceberam a facilidade de montar uma publicação alternativa. Você não precisa ser jornalista ou trabalhar numa revista para isso, apenas de disposição, algum dinheiro para xerox no caso dos impressos, para pagar a hospedagem no caso da internet e um tema qualquer: música, cinema, política, poesia, etc... Você não precisa dos grandes meios de comunicação. Milhões de zines são trocados por correios por pessoas do mundo inteiro. Você pode até se utilizar em algum momento da mídia de massa para divulgar seu zine, mas acredite, ela é dispensável.
É isso, pegue suas idéias, as coloque num pedaço de papel, enfeite as páginas para dar a aparência que desejas e pronto, nasce mais um Zine!
Luciano Dantas

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Eu protesto! Artistas realizam Manifesto Cultural em defesa do Rio madeira

14/12/2007 - 11:45
13 de Dezembro de 2007, cinco dias após a realização do leilão da usina de Santo Antonio, a sociedade se manifesta novamente. Um grupo de músicos, artistas, poetas e ambientalistas se reuniram hoje (13/12) por volta das 16 horas na cachoeira de Santo Antonio para a realização de Manifesto Cultural. “Anárquico Rio Madeira” foi o nome dado ao ato de protesto que convocou a sociedade para assistir a apresentação das bandas “Malcriados”, “Bicho du Lodo” e “Somzala". Diante de um forte sol e paisagem inestimável, os músicos foram se revezando no palco improvisado, voltados para o rio Madeira.
Durante a passagem de som e apresentação dos primeiros artistas, um grupo de operários da Camargo Correa que estavam fazendo trabalho de sondagem na ilha à nossa frente, se aproximou e alguns até pediram música. Chamou atenção deste jornal o fato de a maioria dos trabalhadores serem de Minas Gerais. Segundo Vagner, 35, Sondador de Belo Horizonte, os operários são de Minas e prestadores de serviço da Camargo Correia para fazer o estudo de geotecnia e localizar os túneis e casas de força, ou seja, locais onde devem ser instaladas as turbinas, peça bem pesada, na opinião de Vagner. Ainda segundo o operário, esse é o ultimo dia de trabalho, pois com a derrota da empresa na licitação das usinas, não tem mais sentido continuar. “Estamos por aqui desde o mês de setembro”. Quando perguntado se o mesmo sabia o que significava aquele momento, emendou dizendo que não sabia de nada.
Enquanto uns assistiam as apresentações outros contemplavam a natureza e passeavam por sobre as pedras. Giselda, estudante universitária de porto Velho, jogava flores na correnteza e fazia agradecimentos à mãe D’água, por ter tido um ano muito bom na faculdade e ter superado as dificuldades do dia-a-dia. “Se acontecer a construção, não poderei mais fazer os agradecimentos”, emenda. Giselda também ressaltou sua preocupação com os problemas sociais que podem acontecer com a vinda de muitas pessoas para porto Velho, se preocupa com o congestionamento das ruas da cidade.
Serginho, 37, professor de musica e matemática lamenta muito e diz que só freqüentava a cachoeira para se divertir e pescar. “É uma pena ter vindo aqui como artista”.
A maioria dos presentes constatou que pode ter acontecido naquele momento a primeira manifestação dos artistas locais. Conforme nos informou Tino Alves, 38 anos, produtor cultural e um dos organizadores do evento: “Olhando pra isso aqui, saber que não vou mais ver isso e como artista agora que descobri esse lugar”.
Às pessoas que conversamos foi perguntado qual o sentimento que ficava diante do sumiço da paisagem, todos foram unânimes em afirma sua tristeza. “Se o mundo econômico valorizasse isso, (aponta para o por do sol) não perderíamos esse espetáculo”, afirmou Fabrício, 24 anos e membro do Coletivo Jovem Pela Sustenatabilidade.
O Leilão da Usina de Santo Antonio aconteceu dia 10 e o Consórcio Madeira Energia (Odebrecht, Furnas, Construtora Norberto Odebrecht, Andrade Gutierrez, Cemig e um fundo de investimentos formado por Banif e Santander) arrematou a usina. O leilão teve deságio de 35%.
Durante o leilão diversas entidades e sociedade se manifestaram nas ruas de Porto Velho contra a privatização do Rio.
A construção da usina de Santo Antônio deverá começar até setembro de 2008 e está previsto o termino para 2016.

Da redação com informação do www.rondoniaovivo.com
Autor: VemBrasil.net

Fonte: VemBrasil.net

Rompimento de barragem em RO destruiu 50 km de mata e assoreou rio 11/01/2008 - 21h48

da Agência Folha
A água que se deslocou após o rompimento da barragem da usina em construção de Apertadinho, no município de Vilhena (698 km de Porto Velho), destruiu 50 km de mata que margeia o rio Comemoração.
A constatação é da Secretaria de Meio Ambiente de Rondônia, que também aponta o assoreamento do rio como outro dano causado à floresta.
O acidente aconteceu na tarde de quarta. Havia risco da onda gerada pelo rompimento atingir a cidade de Pimenta Bueno (515 km da capital).
Após os primeiros estudos na região, o gerente ambiental da Secretaria do Meio Ambiente, Marcus Lemgruber, afirma que os danos atingiram uma área de margem de rio que varia entre 20 e 100 metros de margem.
O Ministério Público de Rondônia entrou com uma ação pedindo a interdição da obra e uma vistoria no local para apurar os motivos do rompimento. Os promotores querem que a Cebel (Centrais Elétricas Belém) --empresa proprietária da usina-- arque com os custos da perícia.
A Promotoria diz esperar que a empresa assine um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) se comprometendo a pagar pelo serviço. Se isso não acontecer, o Ministério Público deverá entrar com ação contra a Cebel exigindo o cumprimento dessa condição.
Segundo a Promotoria, durante a primeira visita feita ao local, funcionários disseram que problemas na barragem já haviam sido detectados desde o início da semana.
O vice-presidente do Crea (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) de Rondônia, Amilcar Adamy, diz que a área da usina é de terreno arenoso e facilita a erosão, mas afirma que é necessária a conclusão da perícia para determinar a causa.
O geólogo Gualter Pupo, responsável por analisar a elaboração do projeto, afirma não acreditar que o terreno arenoso tenha possibilitado a erosão. "Foram tomadas medidas para garantir a impermeabilização da estrutura e evitar que a água infiltrasse."
O consórcio Construtor Vilhena (das empresas Schahin e Empresa Industrial Técnica) afirma que aguarda a apuração das causas do rompimento. A Cebel não quis se manifestar sobre o caso. Procurada, não respondeu à reportagem.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u362686.shtml

Em Rondônia trabalhadores marcham contra a privatização do Rio Madeira

Cerca de mil integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Via Campesina, entidades urbanas e da Bolívia fazem uma grande marcha pelas ruas de Porto Velho.
No dia do leilão da UHE Santo Antônio, a primeira hidrelétrica do Complexo Rio Madeira, cerca de mil integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Via Campesina, entidades urbanas e da Bolívia fazem uma grande marcha pelas ruas de Porto Velho. O protesto é contra a venda da concessão do aproveitamento energético da hidrelétrica que acontece hoje na Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), a portas fechadas. A marcha vai seguir pela Avenida Carlos Gomes, passando pelo Palácio do Governo, e vai até a praça Jonas das Pedrosas, na Avenida 7 de setembro, centro comercial de Porto Velho, onde acontece um grande ato político. Atos como este acontecem em vários estados do país. Em Brasília, cerca de 300 integrantes da Via Campesina ocuparam a ANEEL para impedir a realização do leilão. Os manifestantes estão concentrados na Igreja Nossa Senhora das Graças, onde cerca de 100 militantes da Via Campesina fizeram um estudo sobre o modelo energético brasileiro e os impactos das grandes hidrelétricas nos últimos dois dias. Ontem, estes militantes saíram nas ruas para conversar com a população. ?O povo estava alheio ao debate da energia. Agora, estamos percebendo a adesão e a solidariedade dos trabalhadores e trabalhadoras contra a privatização dos rios? afirmou Josivaldo Oliveira, da Coordenação Nacional do MAB. Na disputa pela hidrelétrica de Santo Antônio, estão três consórcios formados por corporações transnacionais, como Votorantim, Suez Energy e Endesa. Segundo cálculos do movimento, baseado no preço da energia no mercado internacional, os donos das barragens de Santo Antônio e Jirau vão faturar em média R$ 525.000 mil por hora, com a venda da energia proveniente dessas barragens. O movimento calcula ainda que mais de 10 mil famílias sejam atingidas pelo conjunto das obras do Complexo. Para impedir que o Rio Madeira seja vendido e a Amazônia saqueada, o Movimento dos Atingidos por Barragens, em parceria com várias entidades e movimentos sociais, lança a campanha ?levante contra a venda do Rio Madeira. Em defesa das comunidades atingidas e da Amazônia?. Materiais como cartazes, folders e panfletos foram feitos para servir de subsídio no debate com a sociedade. Mais informações no site: www.mabnacional.org.br
Email:: mab@mabnacional.org.br URL:: http://www.mabnacional.org.br/noticias/101207_privatiza_riomadeira.htm
http://www.midiaindependente.org/pt/red/2007/12/405460.shtml

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Cachoeira do Santo Antônio do Rio Madeira PVH-RO
...será detonada para se construir uma usína hidroelétrica... energia que não irá ligar nem um ventilador em Porto Velho...eles não estão nem aí pra você.






quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

MALCRIADOS/LETRAS


País Inútil (DReis/MALCRIADOS)
Tantas leis nenhuma cumprida
Plantações e pratos sem comida
Divida interna, miséria eterna
Como é que eu vou sobreviver nessa merda

È o país, é o país, é o país inútil

Votando já sabem
Que serão enganados
Políticos na Tv com cara de safados

È o país... é o país... é... o país... inútil...



Porto Velho Caos (Junior/Andrei/Dinho/MALCRIADOS)
Em cada beco, em cada esquina
Um jovem se nóia
No subúrbio ou no HB*
Uma pessoa morrer

Pelo Bares e bordeis violência e drogas
Sujeira e exploração ao lado da população

Porto Velho
Porto Velho
Porto Velho Caos....

Idéias, Discursos e Mentiras (DReis/MALCRIADOS)
Eles queimaram nossos discos
Destruíram nossas mentes,
Acabaram com a razão

Tentaram me subornar
Com um simples pedaço
Um pedaço de pão

Idéia, discursos e mentiras
Deixem de ouvir, para poder resistir

Idéias sem fundamentos
Discursos sem talento
Mentiras para humilhar


Pichadores (DReis/MALCRIADOS)
Pra quer muros limpos
Se as cidades são sujas

Pra quer muros limpos
Se as autoridades são sujas

O jovem tem que pichar para pode desabafar
A gente tem que pichar para poder protestar

Pichar nas escolas
Pichar no trabalho
Pichar nos palácios
E também nos armários

Pra quer muros limpos
Se as cidades são sujas
Pra quer muros limpos
Se as autoridades são sujas

O jovem tem que pichar para pode desabafar
O jovem tem pichar para poder Falar

Falar sobre ódio
Falar sobre dor
Pichar um poema
Um poema de amor

Pra quer muos limpos
Se as cidades são sujas
Pra quer muros limpos
Se as autoridades são sujas







Beiradeira (DReis/M.Sapao/MALCRIADOS)
Eu sou daqui
Sou da beira do madeira
Eu nasci nesta doideira
Onde gringo mete a mão
E na canoa descobri que a vida é boa
No balanço do remanso
Pescando aruanã

Mas tu não me conhece não
Mas tu não me conhece não meu irmão
Mas tu não me conhece não...

E bem nascido filho de uma beiradeira
Descendente do madeira uma história vou contar
É da cidade é caboclo e pescador todo mundo
Sem dinheiro e a tendência é piorar

Mas tu não me conhece não...
Mas tu não me conhece não meu irmão
Mas tu não me conhece não...

É provisório é provedor é Internet
Todo mundo maluquete com esse tal globalizar....
Tem parabólica encima de açaizeiro
Celular pra seringueiro
Pra gente comunicar

Mas tu não me conhece não...
Mas tu não me conhece não meu irmão
Mas tu não me conhece não...

Agir (DReis/MALCRIADOS)
Cortarei teus pulsos com meus lábios
Invadirei tua mente com loucuras

Colherei flores de algum tumulo
Enquanto seu corpo estiver puro

Se você quiser chorar
Não ira conseguir
Gritar também você não pode
Sua força chegou ao fim

O meu corpo ainda esta fervendo
Com horror de algum ser
Que continua nos meus pensamento
E a te agora não descobri o que é... se você quer falar...


Vizinhos (DReis/MALCRIADOS)
Se chego 7 horas estão todos me olhando
Se chego meia noite estão me observando
Se eu to com a minha gatinha estão todos sacando
Se eu chego de manhã é aquela azucrinação

Vizinhos, podres vizinhos
Vizinhos, carrapatos vizinhos
Vizinhos, fiquem na sua vizinhos
Vizinhos, larguem do meu pé....

Se curto um som bem alto
eles estão blasfemando
Seu eu acordo tarde eles estão cochichando

Tu bem que podia ser irmão do Queiroz
Deixar de aluguel e botar um pra nós.

Vizinhos, podres vizinhos
Vizinhos, carrapatos vizinhos
Vizinhos, fiquem na sua vizinhos
Vizinhos, larguem do meu pé....

Solidão (Andrei, C.Jhonson, , DReis, MALCRIADOS)
Eu já cansei de tentar te esquecer
Eu já cansei de tentar compreender
Já não sei o que posso fazer, pra não sofre

As fotos colocadas na estante
São lembranças de um passado distante
Que eu fico a me perguntar
Quando isso vai acabar
Eu não sei !

Eu já cansei de tudo
Eu já cansei de todos
Eu já cansei até de você...

Eu já pirei de buscar a solução
A garrafa esta vazia em minhas mãos
Mas uma farra acabou
e nada mais me restou a não ser...a solidão....

Homem inconsciente (Andrei, DReis, MALCRIADOS)
O homem está inconsciente
destrói arvores e animais
Logo daqui a algum tempo
não haverá vida mas.

Sempre com tanta ganância
Só pensa em dinheiro e poder
Gente morrendo de fome
E eles nem querem saber

O homem esta inconsciente
o que podemos fazer
O homem esta inconsciente
e só nos resta morrer..

Descendo o Madeira (Binho)
Desci madeira abaixo
e acho, acho, acho que vi
O boto dando um trato
Passando a bola ao tambaqui

E uma piranha louca a sorrir
Jacaré nada de costas por alí
Puraqué, projeto em punho
Diz que já fez até rascunho
Pra resolver de vez
A crise energética

Desci madeira abaixo
E acho, acho, acho que ouvi
O pacu dando um esculacho
malhando a vida do jaraqui

e o baiacu, alegre, admitir
que a nova geração nascia ali
peixe-boi cheio de graça
afirmava de piraça
- o reino rio é feliz
por não ter nenhum delfim

desci madeira abaixo
diacho, ri acho, acho que ri
ri do meu sonho bobo
de ver sereias morando ali



PAÍS INÚTIL (DReis/MALCRIADOS)
Tantas leis
E nenhuma comprida
Plantações e pratos sem comida

Divída e miséria sempre eterna
Como é que eu vou sobreviver nesta merda....

é o país
é o país
é o país inútil

Votando e já sabem
Que serão enganados
Políticos na tv com cara de safados.

é o país
é o país
é o país inútil

No Subúrbio (DHC)


No subúrbio proletáriono subúrbio desemprego

as crianças andam descalças e os jovens vendem drogas.
Vou no subúrbio....
No subúrbio proletário, no subúrbio sem dinheiro
A gente espera o marechal que é difícil de chegar.
Vou no subúrbio....

Magrinha do cai n'agua (Hugo Fotopoulos)

De barra forte, comendo farinha d'aguacomo é bom te ver

magrinha do cai n'agua.
Com a perna firidenta
comendo mandí na brasa
magrinha por você
minha boca se enche d'agua
...magrinha do cai n'agua







segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Um pouco da Amazônia...


AMAZÔNIA, um mundo diferente (1)

“Eu posso afirmar, sem medo de errar, que, se essa floresta for derrubada, ou mesmo substituída por outro tipo de vegetação, dentro de poucos anos não restará mais nada por aqui a não ser um imenso e desolador deserto.” (Dr.Schubart)
ÁREA E LOCALIZAÇÃO
A bacia amazônica abrange territórios dos seguintes países da América do Sul: Brasil, Colômbia, Venezuela, Peru, Equador, Bolívia e Guiana Britânica. Compreende uma área total de mais de 6,5 milhões de km2. Trata-se de “uma unidade regional que permite considerar o conjunto amazônico como um mundo particular dentro do mundo sulamericano”. (Ferreira Reis )(1)
A Amazônia brasileira consta de 4 milhões de km². Quais as terras do Brasil que formam parte dela? São os estados de Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e partes dos estados de Tocantíns, Maranhão, Matto Grosso e Goiás.
O RIO AMAZONAS
“Rio majestoso que encerra uma décima das águas fluviais de todo o globo.” (Teodoro Roosevelt) (2)O rio Amazonas, eixo da bacia, principal do conjunto fluvial da volumosa massa dágua possui 6.294 km. O Amazonas foi descoberto em 1540 pelo espanhol Orelhana: “O primeiro explorador da volumosa artéria, egressou do Peru, nas aperturas dum combate malogrado, mal escapou das frechas selvagens, criou a lenda das Amazonas, mulheres guerreiras que conseguiram, afinal, dar o nome da tribo ao rio”. (Raymundo Moraes) (3) Recebe quase 200 afluentes, dos quais uns 100 são navegáveis e tendo 17 deles de 1.500 a 3.600 km Despeja no oceano maior quantia dágua que o Mississipi e o Nilo juntos. “O Amazonas pode ser navegado por grandes transatlânticos ao longo de todo o seu curso em território brasileiro.” (Nash )(4)
O Amazonas e a floresta
“ O Amazonas é o rio mais caudaloso do mundo. Suas águas correm do ocidente para o oriente, do ocaso para o levante, dos Andes para o Atlântico. A parte mais importante do seu curso demora quase toda na linha do equador, ao passo que a bacia formada pelos seus afluentes se alonga por muitos graus ao norte e ao sul deste círculo. Essa bacia equatorial gigantesca se acha dominada por imensa floresta –a maior do mundo- não se podendo compará-la a qualquer outra, exceto as da Malásia, e Africa Ocidental.” (Roosevelt)
As enchentes
Muito variáveis são as alturas das enchentes do Amazonas: “No curso inferior do Amazonas, abaixo de Obidos, a enchente máxima nunca excede a 12 ms sobre a jusante mínima. Em Tefé, porém, no alto Amazonas, são 2 as convulsões anuais do rio-mar: uma de apenas 5 ms em novembro e dezembro e outra de 15 ms em junho. As artérias entumecidas da região do Purús elevam-se de 20 ms, quando o caudal se enraivece”. (Nash)

O Amazonas constroi
“Constroi, porque nas descidas das águas fertiliza, com os sedimentos vários que deixa sobre as margens, permitindo aquelas lavouras alimentares que garantem ao homem o necessário para a acometida que ele realiza sobre a floresta. Essas margens baixas, e assim tão úteis, lavadas e adubadas são as várzeas, que por tal se distinguem das chamadas terras firmes”. (Ferreira Reis)
O Amazonas destroi
“Destroi porque na época do crescimento das águas, inunda vastíssimas áreas onde vivem os rebanhos, onde se faz a pequena agricultura de intenção alimentar, matando os rebanhos, destruindo as lavouras. O fenômeno das terras caídas toma proporções nesse período: enormes trechos das margens altas do rio e seus afluentes desabam, comidas pelas águas, tudo arrastando, inclusive gigantescos especímes da flora regional”. (Ferreira Reis)
As inundações
Vejamos como Raymundo Moraes nos descreve as inundações do grande rio:“A floresta farfulha debatendo-se na fúria desencadeada dos ventos. As árvores inclinam-se, arqueiam-se, perdem as copas quando não é o raio, numa linha quebrada e incandescente, que as fulmina lascando-as em duas, de alto a baixo. A natureza enfurecida urra sinistramente, apavorando animais e homens. A água todavia, continua a subir. Vai engolindo as faixas post-quaternárias, as várzeas e os tesos das campinas onde pastam os rebanhos. Os habitantes alarmam-se. Têm o pressentimento funesto de que a cheia ao contrário das cheias normais, traga a inundação destruidora de muitas épocas memoráveis. A fim de atenuar a desgraça, armam-se as marimbas para o gado, largos giraus de achas grossas e resistentes, sobre os quais a manada sobe e espera a estiada. Ao largo, no fio crespo da corrente, descem de bubuia, rumo da foz, os troncos de paus povoados de aves, as ilhas flutuantes de canarana agasalhando cobras, as canoas arrancadas aos portos, as bolas de borracha arrebatadas aos terreiros e as sementes vegetais das cordilheiras, que fazem, numa transplantação de selvas opostas, a flora do estuário, em alagadiços, ter semelhanças com a flora das nascentes, nos altiplanos.” E as chuvas continuam, invadindo campinas e florestas: “É o dilúvio! As marombas foram atingidas. Com as pernas mergulhadas semana a semana consecutiva, com os cascos descolados e o couro rachado, caem mortos os bezerros e as vitelas, as novilhas e os garrotes. Os fazendeiros e os agregados que se acham nas imediações, com as bagagens embarcadas em canoas e batelões, esperançados de que o desastre não fosse tamanho, mudaram-se para os firmes longinquos e transportam, nas suas pequenas arcas de Noé, as rezes que escapam. De 2 ou 3 mil cabeças restam 200, 300. Quem tinha 20, 30, fica reduzido a 5, 6 . É a miséria!” (Raymundo Moraes)
A metamorfose
“A principal característica do Amazonas é a metamorfose. Para fixar suas linhas de drenagem, na construção das molduras que o apertam no canon, apaga de noite o que delineou de dia. Solapa, roe, gasta, para mais adiante restaurar. Os vastos cananaes que faziam a fortuna dos municípios de Santarem, Alenquer, Obidos e Parintins, contam-se no presente pela terça parte. Foi a corrente que os reduziu, foi a inundação que os matou. Campos extensos, rasgados a braços na gleba litoránea, com casas a 500 m da calha, na volta de 5 anos não existem mais, engulidos pela voragem fluvia. A ilha de Muratuba, pouco acima da foz do Trombetas, uma das mais povoadas, farta de plantações, extinguiu-se na investida de 3 enchentes. Manicoré, cidade do Madeira, está condenada” … (Raymundo Moraes)

Notas do texto:
(1)Reis, Arthur César Ferreira “O Impacto Amazônico na Civilização Brasileira” Rio de Janeiro, 1972.
(2)Roosevelt, Teodoro “Nas Selvas do Brasil” Imprensa Nacional. Rio de Janeiro, 1848
(3)Moraes, Raymundo “Na Planície Amazônica” Cia.Edit.Nal. São Paulo, 1938
(4)Nash, Rey “A Conquista do Brasil” Cia.Edit.Nal.São Paulo 1960
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terça-feira, 20 de novembro de 2007

"Dia Nacional da Consciência Negra"





A homenagem a Zumbi foi mais do que justa, pois ele representou a luta do negro contra a escravidão, no período do Brasil Colonial. Zumbi dos Palmares morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também um forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no Brasil. Zumbi lutou até a morte por esta cultura e pela liberdade do seu povo.


“A consciência negra é, em essência, a percepção pelo homem negro da necessidade de juntar forças com seus irmãos em torno da causa de sua atuação - a negritude de sua pele...” (Stive Biko).




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